
Juntador de Palavras.
Escritor Cotidianista.
Autor com mais de 20 livros publicados.
Sou um juntador de palavras.
Não porque invente palavras extraordinárias, mas porque acredito que, quando reunidas com cuidado, elas conseguem revelar aquilo que normalmente passa despercebido.
Escrevo porque o cotidiano nunca me pareceu comum. Uma fila de supermercado, uma janela aberta, uma conversa interrompida, uma árvore esquecida na calçada ou o silêncio entre duas pessoas carregam histórias, sentimentos e perguntas que raramente recebem a atenção que merecem.
Chamo essa forma de olhar de Cotidianismo: a convicção de que a vida acontece no cotidiano e de que é nele que somos moldados, transformados e convidados a perceber quem realmente somos.
Não escrevo para oferecer respostas prontas. Escrevo para provocar novas perguntas, despertar a atenção e lembrar que o extraordinário quase sempre está escondido nas coisas mais simples.
Acredito que viver plenamente exige presença. E que perceber é uma forma de viver.
Se, ao terminar um texto meu, você olhar novamente para o mundo ao seu redor e enxergar algo que antes passava despercebido, então as palavras cumpriram seu papel.
